quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Carnaval das desigualdades...

O carnaval de Salvador, há muito deixou de ser uma festa estritamente popular. Quem pode pagar(e caro), sai com toda tranquilidade e segurança, entre cordas. Quem não pode fica expremido entre, as cordas, e as paredes. Quem pode paga(caro), por um camarote, para curtir a folia livre de socos e pontapés. Enquanto grandes artístas, que tem música de certa qualidade fica na penúria para receber um mísero cachê, as estrelas do axé(da qual 90% dos patrocinios são destinados), ficam cada dia mais ricos e poderosos. Chegam a faturar mais de R$10.000.000,00(DEZ MILHÕES DE REAIS). Outra discriminação acontece com o Palco do Rock, um espaço que por já ter 10 anos, poderia ter saído do "underground"(anonimato), para se tornar grande. Porém ano, após ano vemos a mesma pendenga as vespéras do carnaval(falta recursos para palco, para cachê, etc, etc.). Já o Palco do Rock, na Festa de Yemanjá, lá no Rio Vermelho, teve sua programação definida com rapidez, vão tocar neste palco, as bandas que nunca se apresentaram, e talvez nunca se apresentem no Palco do Rock de Piatã, neste palco tocam as bandas quase de garagem, e um carrossel de repetição, no Rio Vermelho as bandas "emergentes" do Rock Baiano. Quem participa da festa "in-loco", vê as desigualdades da festa mais democrática(!) do planeta. Crianças sujas e desnutridas catando lata, negros de todos os portes, segurando as cordas que separam o joio do trigo. Mas, nem tudo são queixas, é deixar o som dos trios te levar pelas ruas e avenidas, e esperar por dias melhores, e que as desigualdades acabem, em todas esferas da sociedade.

Nenhum comentário: